Duas indústrias mundiais mais rentáveis do século XX, a do petróleo e a automobilística, que também são interdependentes, poluíram imensamente o planeta. A indústria do petróleo, por exemplo, promove uma agressão à natureza em todas as suas etapas.
Com o fenômeno do pré-sal, que vem projetando investimentos de bilhões de dólares, aumenta a potencialização dessa poluição.
Em documento assinado por ex-diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Mozart Schmitt de Queiroz, entendemos melhor as etapas da poluição da indústria do petróleo:
1- Na simples exploração de possíveis campos de petróleo já são utilizadas explosões com dinamites.
2- No processo de perfuração de poços são descartadas lamas oleosas. Nas instalações de produção há sempre riscos de derramamentos, de incêndios e, normalmente são descartados rejeitos com enormes potenciais de agressão à natureza como as águas de produção, em geral com alta salinidade e que são descartadas ainda contendo significativas massas de óleo.
3- Nos vários meios de transporte de óleo dos campos de produção até as unidades de refino, há também enormes riscos envolvidos tais como derramamentos e incêndios seja em transporte por água, dutos, ferrovias ou rodovias.
4- Quando o petróleo chega em uma refinaria se inicia uma nova etapa que se caracteriza por elevados riscos à saúde e de agressão à natureza: a indústria do refino é das mais intensivas na utilização de dois insumos caros à humanidade: água e energia.
5- Depois das refinarias, os produtos ainda têm que chegar aos distribuidores finais. E aí há mais uma "viagem" a ser feita em caminhões, muitas vezes por estradas em péssimas condições, atravessando vilas sem nenhum tipo de cuidado para evitar acidentes.
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